Leandro Donatti
De Curitiba
O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem pela manhã, em Curitiba, que a Polícia do Paraná fica de prontidão enquanto persistirem focos de protesto dos caminhoneiros contra o aumento das tarifas de pedágio do Anel de Integração. ‘‘A Polícia vai assegurar o direito das pessoas de circular e de prestar seus serviços livremente’’, declarou o governador, minutos depois de uma solenidade em comemoração aos 307 anos da cidade.
‘‘É obrigação do governo assegurar o livre direito de circulação de toda a população do Paraná. Ao destacar policiais, o secretário José Tavares tomou as medidas que julgou necessário’’, assinalou. Lerner disse estar confiante no fim do protesto. Segundo ele, as manifestações estariam dissipadas ontem mesmo. ‘‘Acredito que as dificuldades enfrentadas nos dois primeiros dias começam a ser superadas’’, disse.
O governador afirmou: ‘‘Podem estar certos que esses poucos que estão protestando hoje serão os primeiros a saudar os grandes benefícios que a retomada das obras vai propiciar ao povo do Paraná.’’
Lerner considera superada a questão e não vê elementos para negociar suspensão ou qualquer tipo de redução na cobrança das tarifas, como reivindicam os caminhoneiros. ‘‘Mais uma vez, vou repetir. O reajuste foi uma decisão da Justiça. Vocês testemunharam quantos meses nós ficamos questionando a decisão, até chegarmos a um acordo. Reduzimos em mais da metade as tarifas para os caminhoneiros, ao abrirmos mão do ICMS’’, contabilizou.
Conforme Lerner, o governo do Estado mostrou boa vontade com o setor de transportes ao permitir que os caminhoneiros possam abater pedágio com notas fiscais. ‘‘Isso ajuda os caminhoneiros e o povo do Paraná, porque diminui a sonegação’’, apostou. Para o governador, não há que se falar em anulação dos contratos firmados com as concessionárias que hoje exploram os aproximadamente 2 mil quilômetros do Anel de Integração.
‘‘O mais importante em todo esse processo é a retomada das obras do Anel de Integração. O que se vê em muitas partes do País é que a cobrança do pedágio serve para manutenção de obras e não para a realização de novas obras, como no caso do Paraná. São quase 800 quilômetros de restauração. São obras caríssimas, que exigem investimentos muito grandes. Mais 242 quilômetros em duplicações’’, calculou Lerner.
Lerner mandou um recado para os caminhoneiros, de que não pretende se intimidar com protestos. ‘‘Não tenho medo de inovar, de fazer aquilo que é necessário para transformar’’, declarou.

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