Governo libera R$ 25 mi para combate à febre aftosa
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quarta-feira, 29 de setembro de 1999
Por Cláudia Dianni 
Brasília, 30 (AE) - O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, anunciou hoje a liberação de R$ 25 milhões, em três parcelas nos meses de outubro, novembro e dezembro, para fortalecer o programa de combate da febre aftosa nos Estados. Os recursos serão utilizados para montar escritórios e para a instalação e manutenção de barreiras móveis interestaduais e regionais para evitar o trânsito do gado e a disseminação da doença. Parte do dinheiro também será destinado a investigações sorológicas e para o monitoramento da ação do vírus que causa a febre aftosa.
Do total dos recursos, R$ 4,75 milhões serão destinados ao Norte, R$ 5.5 milhões ao Nordeste, R$ 4,7 milhões ao Centro Oeste e R$ 4,5 milhões ao Sul. O governo espera concluir os exames sorológicos no Centro Oeste até dezembro. "Se não houver foco do vírus, o Sul passa a ser considerado livre da febre aftosa sem vacinação", disse o ministro. Segundo ele, a região Centro Oeste, que inclui São Paulo, Paraná, oeste de Minas, Goiás e Mato Grosso, já é considerada livre da febre, com vacinação.
Renda - O ministro instalou hoje um grupo de trabalho para discutir a renda na agricultura. A comissão, que irá reunir-se semanalmente por um período indeterminado, é integrada pelos senadores Jonas Pinheiro (PFL-MT), Arlindo Porto (PTB-MG), pelos deputados Dilceu Sperafico (PPB-PR), Hugo Biehl (PPB-SC), Silas Brasileiro (PMDB-MG), pelo próprio ministro e pelo presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Antônio Salvo.
A comissão vai debater 15 temas: novos financiamentos para o setor, política de sustentação de preço, redução do custo Brasil, acesso a mercados internacionais, redução dos custos de produção, seguro agrícola privado, fundo de aval para cobrir riscos de operações, reforma tributária, articulação mais eficiente entre governo e setor privado, tecnologia agrícola, aumento do valor agregado na agricultura, exame das limitações do uso do solo, zoneamento agrícola e aplicação da área de cobertura das informações meteorológicas. De acordo com Pratini, o endividamento do setor ficará fora dos debates.


