Brasília - O governo federal lançou ontem um programa para construção de casas populares direcionado a famílias de pequenos agricultores. Ao todo serão destinados R$ 54,5 milhões na primeira fase do projeto que contará com recursos do orçamento da União, Estados, Municípios, além do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de cooperativas habitacionais.
Segundo o ministro das Cidades, Olívio Dutra, ao retomar a utilização do FGTS para financiar a compra de casas na área rural, o governo está atuando num setor onde o problema de falta de moradia é mais agudo. Nas últimas décadas, o dinheiro do Fundo foi destinado apenas para população de baixa renda que vive na área urbana. Nenhum dos programas de financiamento habitacional desenvolvido pelo governo nesse período abrangeu trabalhadores rurais.
''Temos um déficit habitacional de 6,6 milhões de moradias. Somente no campo, o déficit é de 1,3 milhão e lá isso pesa mais. Esse não é um problema só urbano'', destacou Dutra. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, o programa atende a uma reivindicação antiga, contribuindo para melhorar as condições de vida e, consequentemente, reduzir os conflitos no campo.
Inicialmente, a estimativa do ministro das Cidades é beneficiar 6,3 mil famílias com renda de até R$ 720 (três salários mínimos). Entre as famílias de pequenos agricultores foram selecionadas 1,2 mil que vivem em 19 assentamentos em 13 Estados diferentes. Já as 5,1 mil famílias de pequenos agricultores que integrarão a fase piloto do projeto estão distribuídas por todo País.

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