Curitiba - Até fevereiro do ano que vem, 258 famílias de comunidades indígenas da região central do Estado deverão estar de casa nova. As unidades estão sendo construídas em nove aldeias das tribos kaingang e guarani. A iniciativa faz parte do programa Casa da Família Indígena, idealizado pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), em parceria com a Fundação Nacional de Apoio ao Índio (Funai) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
O programa foi lançado ontem pelo presidente da Cohapar, Luiz Claudio Romanelli, nas aldeias Campina, em Mangueirinha (76 quilômetros ao norte de Pato Branco), e Palmeirinha do Iguaçu, em Chopinzinho (46 quilômetros ao norte de Pato Branco). Nessas reservas estão sendo construídas 12 casas para famílias kaingang e sete para famílias guarani.
Romanelli afirmou que, com relação à moradia, a população indígena vive em condições precárias, em muitos casos, abrigada em barracos improvisados com lona. Segundo ele, essa situação é que motivou o governo a estender a política habitacional para atender essas comunidades. De acordo com Romanelli, a meta é concluir 650 unidades (mais 392 unidades, além das que já estão em obras) até o final de 2004. Outras 650 casas, segundo ele, deverão ser construídas nos dois anos seguintes, atingindo 1,3 mil famílias.
O programa conta, ainda, com a participação de dois conselhos indígenas que representam as comunidades. Segundo Romanelli, são os representantes desses conselhos que fazem a seleção e definem as famílias a serem beneficiadas.
A construção das casas leva em conta as tradições culturais de cada etnia. A equipe que elaborou o projeto arquitetônico reuniu, além de arquitetos, antropólogos, indigenistas e lideranças das comunidades. Nas unidades indígenas, o banheiro fica do lado de fora da casa e há estrutura em alvenaria para fazer fogo no chão. As casas, construídas em alvenaria e madeira, têm três quartos, sala, cozinha e banheiro externo, totalizando 52 metros quadrados. O custo estimado de cada unidade é de R$ 10 mil.

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