Governo japonês vai financiar obras
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sexta-feira, 14 de julho de 2000
Agência Estado Do Rio 
O governo japonês assinou ontem acordo de cooperação financeira com o Brasil de US$ 440 milhões. A instituição responsável pelo crédito, o Japan Bank for Internacional Cooperation (JBIC), é resultado da fusão do Overseas Economic Operation Fund (Osef) com o Export Import Bank of Japan (Jexim), realizada em outubro do ano passado. Nas notas diplomáticas assinadas pelo ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia e pelo embaixador do Japão no Brasil, Katsunari Suzuki, cinco projetos da área de infra-estrutura e meio ambiente receberão financiamento de 60% de seu custo total.
Todos os projetos têm como tomadores as três esferas do governo e como garantidor final, o governo federal. Três deles têm como mutuário o governo federal: de saneamento básico da Ilha de São Luiz, no Maranhão, cujo financiamento é de US$ 65,6 milhões; de modernização do sistema de saneamento nos Estados do Ceará, Paraíba, Mato Grosso e Bahia (US$ 107,8 milhões) e o de abastecimento de água da região do semi-árido em Pernambuco e Bahia (US$ 34,2 milhões). Nos dois últimos projetos, o governo federal conta ainda com empréstimo do Banco Mundial.
Já o projeto de preservação da Caatinga no Vale do São Francisco receberá financiamento de US$ 58,3 milhões e terá como mutuário o Banco do Nordeste do Brasil. O último financimento do acordo, de US$ 174,9 milhões, se refere à recuperação ambiental da Baixada de Jacarepaguá, no Rio. O período de amortização dos empréstimos é de 25 anos e a taxa de juros cobrada, entre 1,8% e 2,5% ao ano. A previsão do JBIC é que entre seis meses e um ano as obras começem.
Para o representante chefe do JBIC no Brasil, Noriaki Kishimoto, a assinatura das notas diplomáticas significa, além da entrada de crédito, a retomada da cooperação entre os dois países, pois a última assinatura ocorreu em agosto de 1996. Espero que outros acordos aconteçam a cada ano, afirmou Kishimoto. O motivo principal para este hiato de quatro anos, segundo o representante do JBIC, foi o ajuste fiscal implementado pelo governo brasileiro no período.
O banco japonês também informou estar negociando financiamentos com a Petrobras, para os campos de petróleo Albacora e Albacora Leste, na Bacia de Campos (RJ), afirmou o representante-chefe do banco. Não temos como prever o que vai acontecer porque o contrato de Barracuda-Caratinga, por exemplo, demorou três anos para ficar pronto, disse Kishimoto.


