Rio, 21 (AE) - A secretária de Administração e Patrimônio da Presidência da República, Cláudia Costin, afirmou hoje, no Rio, que foram gastos R$ 300 milhões, nos últimos três anos, na adequação dos sistemas de informática do governo para evitar os possíveis efeitos da virada de 1999 para 2000, o chamado bug do milênio. Segundo ela, 85% dos sistemas já estariam preparados para enfrentar o problema. O governo está dando prioridade à preservação de dados dos setores de Segurança Pública, Saneamento, Previdência e Bancário, este considerado o mais complexo.
De acordo com a secretária, os ministérios terão até 30 de junho para se adequar, com exceção da Previdência, que terá um prazo maior, até 31 de agosto, por causa de um atraso no sistema de arrecadação. A partir de agora, a União vai fiscalizar e cobrar dos Estados e municípios a preparação dos sistemas para a virada do ano 2000. As agências reguladoras de empresas privatizadas e serviços públicos concedidos, como luz, gás, telefone e seguros, terão que publicar balanços de adequação ao bug até 30 de junho. Energia - O setor elétrico também preocupa. No domingo foram testadas as 11 centrais de geração e transmissão de energia elétrica do País. Segundo Cláudia Costin, nenhuma apresentou problema. Serão analisadas, agora, as 74 empresas distribuidoras de energia. No caso dos bancos, a previsão da secretária é que todos estejam testados e homologados até o fim de agosto. Em outubro, será feito o Plano Nacional de Contingência, para preparar as áreas do País onde não se tem certeza de que as ações possam dar certo.
Cláudia Costin esteve no Rio para participar do seminário "O Bug do Milênio e Suas Consequências", realizado no Hotel Glória, no centro da cidade. Um dos palestrantes do encontro, que termina amanhã, é o consultor norte-americano Paul Soden, que há 10 anos estuda soluções para o problema do bug.

mockup