Governo israelense aprova plano de retirada de tropas da Cisjordânia
Jerusalém, 08 (AE-AP) - O Gabinete do governo do primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, aprovou hoje (08), por uma maioria esmagadora, a primeira retirada das tropas de Israel da Cisjordânia, com base no acordo de paz firmado no sábado no balneário egípio de Sharm el-Sheikh. O acordo estabelece que, até a próxima segunda-feira, os israelenses deverão repassar 7% do território da Cisjordânia ao controle civil dos palestinos, enquanto que Israel continuará sendo responsável pela segurança da região. Além disso, no final desta semana, o governo israelense deverá libertar o primeiro grupo de 200 presos políticos palestinos. Numa declaração divulgada à imprensa, Barak disse que a decisão de seu país de abrir mão de parte da terra sagrada de Israel não era fácil, mas está de acordo com o melhor interesse do país em direção a amplos acordos de paz com seus vizinhos árabes. "Estamos partindo de áreas que são preciosas para nós", disse o premier. "Andamos pela terra, aprendemos sobre esse lugar em nossa história, lutamos por ele e desenvolvemos uma ligação", acrescentou. O Gabinete israelense aprovou o plano de retirada por 17 votos a favor, um contra e uma abstenção. A região a ser transferida ao controle palestino está localizado ao sul da maior cidade na Cisjordânia, Nablus, e próximo ao centro comercial palestino de Ramallah. De acordo com o acordo assinado no sábado, a segunda retirada prevê a transferência de controle de outros 11% da Cisjordânia ocupada por Israel para a Autoridade Palestina. Ao final de três etapas, em 20 de janeiro de 2000, os palestinos terão o controle de 40% da Cisjordânia.





