Arquivo Folha‘‘A boa UTI’’O ministro José Serra assinou oito portarias ontem instituindo o novo sistema para o atendimento de emergênciaO governo federal vai investir cerca de R$ 500 milhões no prazo de um ano para melhorar o atendimento nas unidades de terapia intensiva (UTIs), emergência e neurocirurgia dos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Ontem, em São Paulo, o ministro da Saúde, José Serra, assinou oito portarias e um convênio liberando verbas e instituindo um sistema no País para os atendimentos de emergência.
De acordo com o secretário de Assistência à Saúde do ministério, Renilson Rehem, o governo quer capacitar 155 hospitais do País para que funcionem como centros de referência nos casos de pronto-atendimento.
Os hospitais desse sistema serão indicados pelas Secretarias de Estado da Saúde, segundo critérios de qualidade, e passarão a receber 50% a mais de recursos do SUS. A expectativa de Rehem é a de investir R$ 100 milhões. ‘‘Estamos apoiando a boa UTI’’, disse Serra. Entre os requisitos para a seleção dos hospitais, estão a capacidade de realizar tomografia e broncoscopia e a existência de UTI.
Para capacitar os hospitais, serão liberados R$ 150 milhões. São Paulo é o primeiro Estado beneficiado pela medida: receberá R$ 37,5 milhões. A lista de hospitais beneficiados ainda não foi definida.
O Ministério da Saúde instituiu ainda critérios de classificação das UTIs dos hospitais do SUS, com três níveis. De início, todas as unidades que integrarem o sistema estadual de referência serão cadastradas no nível 1. Para subir para o nível 2 (e receber 60% a mais de recursos), cada hospital terá de comprovar que atende a determinadas exigências, como ter um especialista na coordenação da UTI; para chegar ao nível 3 (e receber 100% a mais de recursos), no mínimo 50% dos médicos da UTI precisarão ser especialistas.

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