Recife, 04 (AE) - O Ministério da Saúde vai investir R$ 10,5 milhões em ações para detectar precocemente ocorrência do cólera e impedir o avanço da doença no Nordeste, segundo anunciou hoje, no Recife, o diretor do Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), Jarbas Barbosa. Do total, 7,5 milhões serão usados na compra de 300 mil caixas de hipoclorito de sódio - com 50 frascos cada - para serem entregues aos nove Estados nordestinos, de acordo com as necessidades de cada um, visando a ampliação da distribuição do produto.
Além disso, o programa prevê o monitoramento de doenças que tenham a diarréia como característica e a implantação de um sistema de vigilância ambiental, através do acompanhamento e análise das bacias hidrográficas da região. Barbosa reiterou que, embora a doença não esteja avançando, a falta dágua no Nordeste é preocupante porque as pessoas tendem a consumir o líquido até sem tratamento. Casos - De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou, neste ano, até 27 de janeiro, 104 casos confirmados de cólera, em 33 municípios nordestinos. Vinte deles são de Pernambuco, onde foram confirmados 61 casos da doença até o dia 2 deste mês. O Nordeste concentra os problemas do cólera por sua situação sanitária precária. O Recife, por exemplo, só tem 30% de sua área saneada.
As medidas anunciadas pelo diretor do Cenepi integram o plano emergencial de combate à cólera elaborado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, que servirá de parâmetro para os outros Estados na reunião que se realiza na segunda e terça-feiras da próxima semana com técnicos do Ministério da Saúde e representantes das secretarias estaduais do Nordeste.

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