Governo gaúcho paga salário para criar 8 mil empregos
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segunda-feira, 30 de agosto de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 31 (AE) - Oito mil empregos serão criados através de parceria do governo gaúcho com a iniciativa privada em 1999. A partir de amanhã (1), começam as inscrições - atingindo 148 municípios de 22 regiões - para cadastramento de empresas no programa Primeiro Emprego. As escolhidas farão um acordo com o governo estadual.
Pelo convênio, o Estado assumirá o pagamento de um salário mensal máximo de R$ 250,00 por empregado contratado, ao longo de seis meses. Nos seis meses restantes do ano, quem assegurará a remuneração será o empresário contratante. Com isso
o trabalhador garantiria, no mínimo, um ano de emprego.
Considerado pioneiro no País, o Primeiro Emprego permitirá a abertura de 100 mil vagas para jovens entre 16 e 24 anos, ao longo de quatro anos. O projeto é dirigido especificamente aos trabalhadores que, por idade, inexperiência ou baixa escolaridade, encontram grandes dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Os candidatos não devem ter experiência superior a seis meses de carteira assinada.
Setenta por cento das 8 mil vagas deste ano são destinadas aos rapazes e moças que não concluíram o primeiro grau. A vaga, se conquistada, obrigará o candidato a também frequentar a escola.
Os postos serão abertos, principalmente, em micro, pequenas e médias empresas, além de cooperativas, com faturamento anual inferior aos R$ 35 milhões. Abre-se uma exceção para as grandes empresas usufruam das vantagens desde que contratem deficientes físicos ou jovens ex-apenados.
Pretendendo quebrar a barreira imposta aos novatos, o programa custará R$ 150 milhões até 2002. Inicialmente, o projeto será bancado inteiramente pelos cofres estaduais.
Nos 148 municípios abrangidos na primeira fase estão os 50 mais pobres do Rio Grande do Sul, segundo levantamento da Fundação de Economia e Estatística/RS (FEE).


