Governo gaúcho faz parceria com empresas para criar novas vagas
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terça-feira, 28 de setembro de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 29 (AE) - Mais de cem empresas aderiram ao programa Primeiro Emprego, lançado pelo governo do Rio Grande do Sul, pelo qual os cofres estaduais bancam a metade do salário a ser pago, durante um ano, dos novos trabalhadores contratados com idade entre 16 e 24 anos. É a forma que o Estado encontrou para combater o desemprego, mais alto entre os jovens, facilitando seu ingresso no mercado de trabalho. Hoje as 12 primeiras empresas firmaram o convênio. Nos próximos dias, mais 95 micro, pequenas e médias empresas do Interior do Estado assinarão seus contratos de parceria com o poder público.
Através da proposta, considerada pioneira no País, calcula-se a criação de oito mil empregos em 1999. O plano, ao longo de quatro anos, pretende a abertura de 100 mil vagas. A quarta-feira também foi o primeiro dia de emprego para 30 jovens selecionados pelas nove empresas. Pelo convênio, o Estado assume o pagamento de um salário mensal máximo de R$ 250,00 por empregado contratado, ao longo de seis meses. Nos seis meses restantes do ano quem garantirá a remuneração será o empresário contratante. Com isso, o trabalhador assegurará, no mínimo, um ano de emprego.
O Primeiro Emprego custará R$ 12 milhões em 1999, verba oriunda do Tesouro do Estado. Até 2002, a estimativa é de gastar R$ 150 milhões para criar as 100 mil vagas, desta vez já contando com outros aportes.
O projeto é dirigido aos trabalhadores que, por idade, inexperiência ou baixa escolaridade, sofrem grandes dificuldades para arranjar uma ocupação. Os candidatos não devem ter experiência superior a seis meses de carteira assinada. Setenta por cento das oito mil vagas deste ano são destinadas aos rapazes e moças que não concluíram o primeiro grau.
A vaga, se conquistada, obrigará o escolhido a também frequentar a escola. Os postos serão abertos, principalmente, em micro, pequenas e médias empresas, além de cooperativas, com faturamento anual inferior aos R$ 35 milhões. Até hoje, 107 empresas de 38 municípios estavam inscritas no programa, e gerariam inicialmente 172 novos postos.
Coordenado pela Secretaria do Trabalho, Cidadania e Assistência Social/RS, o Primeiro Emprego foi pensado igualmente como um recurso para atenuar a tensão social na periferia das grandes cidades e capaz de estimular a atividade empresarial. Um dos requisitos para a empresa ingressar no Primeiro Emprego é não ter demitido ninguém nos três meses anteriores à assinatura do convênio. E terá que assegurar o emprego durante os 12 meses de vigor do acordo, além da assinatura da carteira profissional.
As inscrições para as empresas interessadas estão abertas nos 103 postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) existentes no Rio Grande do Sul. Na sua primeira fase, o Primeiro Emprego abrangerá 148 municípios, entre eles os 50 mais pobres do Estado.


