Curitiba - O Paraná não terá dificuldade em obter recursos da União para a área de segurança pública. Foi o que assegurou, ontem, o chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Marcelo Jugend. Apesar do governo ainda não ter qualquer projeto elaborado, ele garante que as propostas para o Estado estão ''em conssonância'' com o plano do governo federal.
O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, anunciou no início da semana, num encontro de secretários estaduais de Segurança, em Porto Alegre (RS), que terão prioridade na liberação de verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública os estados cujos projetos atendam cinco ações na área de segurança propostas pelo Ministério da Justiça.
As diretrizes incluem valorização e formação profissional, gestão do conhecimento, reorganização institucional, intensificação das perícias e sistema de controle externo. Para este ano, o Fundo Nacional de Segurança Pública dispõe de R$ 404 milhões para distribuir aos estados.
O governo federal não deixou claro se a adesão a essas determinações implicam automaticamente no recebimento ou não de verbas. Também não foi esclarecido como haverá a distribuição de verbas entre os Estados.
Junged lembrou que a intenção do governo federal é criar um sistema único de segurança a partir da integração de cadastros e métodos de atuação. ''O crime atinge o País todo sem se preocupar com fronteiras entre os Estados'', avaliou.
As propostas do Plano de Segurança Pública do governador e secretário da pasta, Roberto Requião (PMDB), segundo Junged, encaixam-se com as diretrizes do governo federal. Entre elas, ele citou a criação da Polícia Comunitária, estruturação da polícia científica e do setor de inteligência, qualificação profissional, aparelhamento das polícias, além de sistematizar um diagnóstico das causas da violência.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública, segundo informações da assessoria de imprensa, não fixou prazos para os estados apresentarem projetos. O Ministério da Justiça quer implantar gabinetes de ''gestão compartilhada de segurança pública'' nos estados para que as propostas comuns sejam encaminhadas em parceria entre governos e União.

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