Governo francês se esforça para conseguir apoio ao Brasil
Paris, 12 (AE) - O ministro francês da Economia, Dominique Strauss Khan, manifestou hoje, durante um encontro de 40 minutos com seu colega Pedro Malan, confiança na determinação das autoridades brasileiras em adotar as medidas necessárias para a mais rápida recuperação da economia do País. Segundo assessores diretos do ministro francês, um representante do Ministério da Economia, do Tesouro francês, foi destacado pelo ministro Strauss Khan para acompanhar Malan nos encontros com os bancos privados franceses e belgas.
Essa presença revela, segundo eles, o apoio oficial francês às reivindicações brasileiras de manter e aumentar as linhas de financiamentos de exportação e interbancárias, na expectativa de que os bancos privados franceses participem desse esforço como fizeram, na véspera, os bancos alemães, que as mantiveram no nível de 28 de fevereiro. Também o governador do Banco da França, Jean Claude Trichet, elogiou o programa econômico do Brasil negociado com o FMI dizendo que ele é "sólido e pertinente".
Outra decisão importante, adotada pelo ministro, segundo a fonte do Ministério da Economia da França, foi a recondução da política do Coface (Eximbank francês), responsável pelo financiamento das exportações francesas. Essas linhas deverão permanecer abertas para o Brasil este ano, no mesmo nível de qualidade do ano passado.
O Coface hoje é um organismo privado, mas com uma forte influência do Tesouro francês. "O Brasil pode nos criar problemas, mas ao contrário de certos países, ele sempre tem respostas para seus problemas", afirmou o assessor do ministro Khan. Ele se referira à Rússia, país muito mais complexo que o Brasil, que nem sempre apresenta respostas aceitáveis para seus problemas.
Assessores diretos do ministro reconhecem que os bancos franceses podem ficar reticentes em relação à situação brasileira, mas lembram que não são mais do que os norteamericanos. Por isso, o governo francês pretende mostrar publicamente que está ao lado do Brasil, esperando contar também com o apoio dos bancos privados. "Nós confiamos no País e pretendemos manter nossos compromissos."Por Reali Júnior ATENÇÃO EDITOR: Como cortesia, distribuímos também aos assinantes do Noticiário Geral esta matéria de correspondente no exterior.





