Governo faz segredo sobre alta do pedágio
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sexta-feira, 17 de novembro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
O governo estadual manteve silêncio sobre as discussões que definiriam um índice médio para o reajuste do pedágio. Durante à tarde, secretários do governo José Cid Campêlo Filho e Alex Beltrão e representantes da Secretaria dos Transportes analisaram as propostas do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Mas ao final do encontro nenhum participante quis falar com a Folha sobre o assunto. O governo se limitou a divulgar nota sobre os benefícios do pagamento de R$ 8,9 milhões de Imposto sobre Serviço (ISS) pelas seis concessionárias.
Ontem, os técnicos já trabalhavam em torno da definição do cálculo das tarifas, levando em conta os índices rodoviários divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A Folha não teve acesso ao valor a ser fixado, já que os funcionários do DER estavam proibidos de falar sobre o assunto. Qualquer informação agora só com a Comunicação do governo, afirmou um funcionário da instituição.
O governo ainda trabalha com diversos cenários para definir o aumento das tarifas. Parâmetros extra-oficiais variam em alta de 7% até 20%. Essa margem de índices leva em conta o limite imposto em contrato e um patamar que retira obras nas rodovias para baixar a tarifa. Desta maneira, o governo poderá evitar reações contrárias de concessionárias e de setores produtivos, como os caminhoneiros, que já assinalaram com paralisação.


