Governo faz reunião com Uruguai para acalmar tensão
Assunção, 07 (AE-AP) - O governo do Paraguai enviou para Montevidéu José Félix Fernández. Ele preside a Comissão de Assuntos Exteriores do Senado. Sua missão: normalizar a relação com o governo do Uruguai depois que o presidente interino paraguaio, Juan Carlos Galaverna, acusou a administração de Julio María Sanguinetti de manter "relações hipócritas" com Assunção.
Didier Opertti, chanceler do Uruguai, disse que a conversa com Félix Fernández, que durou quase dez horas, foi "muito construtiva". Galaverna criticou o Uruguai por conceder asilo político ao ex-ministro da Defesa do Paraguai, Luis Segovia, acusado de desvio de US$ 400 mil dos cofres do governo. Opertti informou ainda que ligou para o chanceler argentino Guido di Tella para informá-lo sobre a crise com o Paraguai e que este se mostrou bastante preocupado.
O chanceler uruguaio também disse que se as relações com o Paraguai não se normalizarem, o país pode não participar da Cúpula do Mercosul, que deve ocorrer em junho em Assunção. Félix Fernández também foi diplomático em suas colocações. Disse que as relações com o Uruguai são muito importantes para a região e que Assunção não deve julgar as decisões soberanas uruguaias.
Ele informou também que o presidente paraguaio Luis González Macchi tem grande interesse na melhoria das relações. E mais: as opiniões de Galaverna devem ser colocadas dentro do contexto de crise política por que passa seu país.
Em Santiago, no Chile, o presidente Macchi disse que o general golpista Lino César Oviedo deveria estar na cadeia e não no exílio. Oviedo atualmente vive na Argentina. Quanto ao ex-presidente Raúl Cubas, atualmente exilado em Florianópolis (SC), Macchi disse que deveria ser extraditado. "Oviedo tem que estar no Paraguai porque assim o controlamos", disse Macchi. Quanto a Cubas, disse, "a Justiça deve resolver". As opiniões foram dadas ao jornal chileno El Mercúrio.





