Governo faz exigências para firmar convênio
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sexta-feira, 23 de março de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Secretaria Estadual de Segurança Pública apresentou ontem documento com várias exigências para firmar novo convênio de cooperação técnica para oferecer treinamento de tiro para os guardas municipais de Londrina. O antigo contrato perdurou por quase três anos e foi rompido no início do mês, como revelou com exclusividade a FOLHA.
A secretaria determina que qualquer treinamento fique a cargo da Polícia Militar (PM). Porém, seis condições são colocadas ao município para que o convênio seja firmado: realização de avaliação objetivas, conclusão das disciplinas interrompidas durante o treinamento de formação, compromisso formal de que o curso de tiro será realizado somente para quem for aprovado nas avaliações objetivas, compromisso de que apenas os guardas aprovados nos testes portem armas durante o serviço, garantia de que haverá pagamento aos instrutores militares e que o município, em contrapartida, revitalize o stand de tiros do 5º Batalhão da Polícia Militar.
''Nunca houve de nossa parte qualquer negativa, mas achamos imprescindível a boa formação do indivíduo que porte arma de fogo. O profissional de segurança pública precisa ter formação diferenciada'', explicou o secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César.
Depois de ler o documento, o prefeito Barbosa Neto (PDT) prometeu atender os requisitos. ''Eu acredito que o mais importante é que esse curso de tiro possa ser ministrado por quem realmente tem preparo. Para não haver qualquer tipo de admoestação, a PM voltaria a fazer esse curso, mas temos que cumprir aqueles itens que estão nesse documento'', disse. A falta do curso de tiros aos guardas municipais chegou a gerar ação civil pública contra membros da administração pública.


