Rio, 15 (AE) - A cada 12 minutos uma pessoa contrai hanseníase no País, de acordo com números do Ministério da Saúde. Em 1997 foram registrados 5,51 casos por 10 mil habitantes. A meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de até um caso para esse total de pessoas. Para tentar reverter o problema a OMS, o ministério, as secretarias de Saúde e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) começam em julho uma campanha nacional para erradicar a doença.
A campanha terá início em 499 municípios do Tocantins, do Piauí, da Bahia, do sul do Pará e do Maranhão, do norte de Goiás e de Mato Grosso do Sul. Nessa área verifica-se uma das maiores concentrações da doença no mundo: 150 casos por grupo de 10 mil pessoas. O objetivo é estimular o diagnóstico precoce. "Vamos inundar essas cidades de material explicativo sobre a doença, como cartazes, panfletos e outdoors", afirmou o coordenador nacional da área de hanseníase do ministério, Gérson Fernando Pereira.
A campanha também investirá no treinamento de profissionais para que estejam aptos a detectar a doença nos primeiros sintomas. A OMS cedeu verba de R$ 145 mil para produção de material educativo e doará também medicamentos. O governo providenciará o treinamento dos profissionais de saúde. "Essa campanha faz parte da estratégia deflagrada no ano passado, quando secretários de saúde assinaram uma carta com a OMS se comprometendo a acabar com hanseníase até o ano 2000", afirmou Pereira.
De acordo com números de 1997, existem no Brasil 88.029 pessoas com hanseníase, o que equivale a 5,51 contaminados por dez mil habitantes. "É bom lembrar, no entanto, que em 1991, eram 16 pessoas doentes para cada dez mil", disse Pereira. A prevalência de hanseníase em São Paulo é uma das mais baixas do País, embora esteja longe da meta traçada pela OMS: são 2,2 casos por dez mil habitantes.

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