Por Vânia Cristino
Brasília, 7 (AE) - A secretária de Administração e Patrimônio, Cláudia Costin, confirmou na saída do seminário sobre o Bug do Milênio, que o governo estuda um novo programa de demissão voluntária, que deverá atingir os funcionários de nível médio. Embora reconheça que o governo federal não tem excesso de pessoal, já que são 509 mil servidores, Cláudia Costin admitiu que eles estão mal distribuídos. Apenas 21%, segundo ela, estão nas atividades fins no Estado, e o restante nas atividades de apoio administrativo.
A secretária disse também que hoje apenas 30% dos servidores públicos federais possuem nível superior. Por isso, segundo a secretária, não há como transformar um agente administrativo em um especialista em finanças públicas, por exemplo. Cláudia Costin disse que para o novo programa de demissões voluntárias o governo está estudando incentivos adicionais, como por exemplo o aumento da remuneração. Ela disse que os estados que estiverem desenquadrados na Lei Camata, que limita em 60% das receitas com despesas de pessoal, terão que tomar decisões sobre como diminuir suas despesas. Ela citou como exemplo de Estado em situação crítica o Espírito Santo, que estava gastando 97% com pessoal e hoje gasta 90%. Para Costin esta situação é delicada, porque beneficia apenas 2,6% da população, que é servidor público, deixando de investir em saúde e educação. Como solução ela sugeriu os cortes de cargos comissionados que não são privativos de servidores públicos e que além de promover uma economia moraliza o serviço público, acabando com o clientelismo.

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