Governo estuda nova troca da dívida de US$ 1,5 bi, diz fonte.
Buenos Aires, 10 (AE-DOW JONES) - O governo da Argentina está estudando os termos de uma nova troca de dívida de no mínimo US$ 1,5 bilhão, disse uma fonte do Ministério da Economia à agência Dow Jones. "A data ainda não foi fixada, nem os termos da troca", afirmou. Com a troca, o governo espera alongar os prazos de vencimento e reduzir os custos de serviço da dívida, beneficiando-se da redução no risco-país observada nos últimos meses, disse a fonte que pediu para não ser identificada.
Perguntado recentemente sobre a possibilidade de uma nova troca de dívida no curto prazo, o subsecretário das Finanças, Julio Dreizzen, disse apenas que outra troca estava em estudo e que a data e os termos dependeriam das condições do mercado. Fontes do mercado disseram, no entanto, que a troca deve acontecer em abril e que o governo tentará resgatar o máximo possível de bônus Par. Os Par, emitidos em 1993, são os Bradies que têm como colateral os bônus de 30 anos do Tesouro norte-americano, com cupom (juro nominal) zero, e uma garantia de juros para 12 meses.
O governo também tentará resgatar outros bônus, incluindo os Bônus de Consolidação Pre 1, Pre 2, Pre 3, Pre 4, e Bônus de Consolidação Pro 1 e Pro 2, disseram as fontes. Os termos da troca provavelmente serão semelhantes ao da última operação realizada em 11 de fevereiro, com a diferença que, desta vez, o governo vai se concentrar na retirada de Par, em vez dos bônus de juros flutuantes, acrescentaram as fontes. Os investidores que aceitarem a troca deverão receber novos papéis da dívida, possivelmente eurobônus de cinco anos, afirmaram.
Desde sua posse, em dezembro, o governo do presidente Fernando de la Rúa levantou nos mercados de capitais cerca de US$ 6,8 bilhões, quase metade dos US$ 14,3 bilhões que precisa obter nos mercados neste ano. O programa de financiamento prevê a necessidade total de US$ 17,5 bilhões, dos quais cerca de US$ 3,2 bilhões serão obtidos junto a credores multilaterais. O governo já cobriu a necessidade de financiamento para, no mínimo
o primeiro semestre do ano.





