Governo estabelece cota por igreja
Londrina - Em nota enviada à FOLHA, a assessoria de imprensa do MRE apontou justificativas para as recentes concessões de passaportes diplomáticos para líderes religiosos. Para os representantes da Assembleia de Deus, seria a "necessidade" de "visitas regulares às sedes da igreja, espalhadas por 156 países". Além disso, em suas viagens o pastor Samuel Cássio Ferreira "profere palestras e exerce função humanitária na pregação da paz e da tolerância religiosa".
No caso da Internacional da Graça de Deus, a justificativa seria a presença da igreja "em mais de 30 países, entre os quais Estados Unidos, Japão e França". A assessoria do MRE apontou ainda que o missionário Romildo Ribeiro Soares, secretário-geral da entidade, possuiria "estreita relação com diversos representantes" de Estados estrangeiros. "A determinação do governo é de que sejam concedidos no máximo dois passaportes para líderes religiosos de cada igreja", acrescentou.
A assessoria do MRE informou que a maioria dos pedidos de passaportes diplomáticos é feita pelo próprio governo para pessoas que vão participar de viagens acompanhando autoridades ou em missão oficial.
"Os pedidos são analisados caso a caso pela área competente", apontou a assessoria. "Os benefícios da posse de passaporte diplomático variam de acordo com o país a ser visitado. Para alguns, como a China, por exemplo, elimina a necessidade de visto. Em alguns outros, há fila especial para os portadores no aeroporto. Não há qualquer outro tipo de privilégios ou imunidades relacionados à posse do passaporte diplomático. Não há qualquer vantagem junto à Polícia Federal ou à Receita Federal no Brasil." (F.G.)





