Brasília, 03 (AE) - O governo espera que estejam concluídas na próxima semana as negociações entre representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e o grupo de índios Pataxó que invadiu, há cerca de duas semanas, a área da reserva ecológica do Parque Nacional de Monte Pascoal, no sul da Bahia. Os Pataxó querem a ampliação de sua reserva indígena.
O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro de Oliveira Costa, aposta em uma solução rápida e defende a preservação da área. Ele afirma que a reivindicação dos índios é legítima, mas argumenta que isso não justifica a invasão do Parque Nacional do Monte Pascoal. Costa ressalta a importância de preservar o parque "a última área considerável de mata primária do sul da Bahia, ainda intacta, é nossa obrigação protegê-la".
O Parque do Monte Pascoal foi criado em 1961, inicialmente com uma área de 22,5 mil hectares. Atualmente a área exclusiva do Parque é de 14 mil hectares. Os oito mil hectares restantes foram destinados a uma reserva indígena para a tribo dos Pataxós, que vive na região. São cerca de três mil índios vivendo nas regiões vizinhas ao parque. Na Bahia são 8,5 mil Pataxó.
Costa esteve no início da semana na região e discutiu o problema com algumas lideranças indígenas e representantes da Funai. O secretário disse serem necessárias ações que permitam aos índios garantir seu sustento econômico. Um dos problemas no local é o desmatamento, feito pelos índios, que extraem e vendem a madeira . "Estamos estudando a possibilidade de ministrar cursos de recuperação de áreas degradas para os Pataxó", disse.

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