Governo escolhe ONGs para o Aids 2
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segunda-feira, 03 de agosto de 1998
Lucia Martins Agência Folha 
O Ministério da Saúde abriu, na sexta-feira, processo de concorrência para a escolha de ONGs (organizações não-governamentais) que vão realizar até 150 projetos de combate à Aids.
São projetos de prevenção e de assessoria ao tratamento que farão parte do programa Aids 2, que tem o apoio do Banco Mundial. Ao todo, são US$ 300 milhões, dos quais US$ 165 milhões serão financiados pelo Bird. Cada projeto terá que ser realizado em 12 meses.
O objetivo é elevar a qualidade de vida das pessoas com HIV e das que estão com a doença. Para escolher as ONGs, serão levados em consideração os aspectos epidemiológicos do enfoque de cada projeto (se ele vai afetar uma população em situação de risco ou com grande incidência da doença) e a qualidade dos projetos.
Segundo Pedro Chequer, coordenador do Programa Nacional de Aids, o ministério optou pelas ONGs pelo sucesso de projetos anteriores realizados por elas. Dos mil projetos que realizamos até agora nesses últimos quatro anos, a taxa de inadimplência é menor do que 0,5% , afirma.
O Aids 2 é a segunda fase do programa de luta contra a Aids. Na primeira, o principal enfoque foi garantir o acesso de todos os portadores do vírus às drogas.
Nessa segunda fase, a prevenção e a adesão ao tratamento são os principais pontos de ataque. Em prevenção, os principais grupos que preocupam são as mulheres, os adolescentes e os drogados.
Outro grande desafio é diminuir a desistência e o uso inadequado dos remédios. Isso ocorre porque o coquetel é uma combinação de mais de dez diferentes tipos de drogas que causa enjôos, náuseas etc. Além de falência do tratamento que pode levar à morte, os erros do uso dos remédios pode levar ao surgimento de um supervírus.


