O governador Ratinho Junior inaugurou dez leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) e entregou um microscópio de alto custo na Santa Casa de Londrina na manhã desta quarta-feira (16). Ao todo, são R$ 5,9 milhões viabilizados ao hospital com estrutura e equipamentos.

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Os leitos entregues nesta quarta fazem parte do processo final de adequações no prédio do hospital, obras que começaram há dois anos. Totalizando as adequações – que contemplam 65 leitos, 20 de internação e 45 de UTI adulto- já foi reformada uma unidade de internação e três UTIs. As áreas não passavam por reformas havia mais de 15 anos, segundo a Santa Casa. Resta ainda a adequação de duas unidades de internação e do pronto-socorro para modernizar toda a parte antiga do hospital, que equivale a 33% da área total.

Os leitos entregues nesta quarta fazem parte do processo final de adequações no prédio do hospital
Os leitos entregues nesta quarta fazem parte do processo final de adequações no prédio do hospital | Foto: Rodrigo Félix Leal/AEN

“As reformas são necessárias para adequar o prédio do hospital, inaugurado há 75 anos, às normas da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros, além de dar mais segurança para o paciente”, afirmou Fahd Haddad, superintendente da Santa Casa. Haddad explicou que as adequações levam tempo porque o hospital não interrompeu o funcionamento para as obras. O investimento foi de R$ 2,3 milhões. Além das reformas, o governo adquiriu 61 camas, dois focos cirúrgicos, duas mesas cirúrgicas e outros aparelhos de apoio para o laboratório de análises clínicas.

Segundo o governador Ratinho Junior, o dinheiro investido faz parte de um processo de descentralização da saúde, que antes se concentrava mais na capital do Estado. “Muitas vezes as pessoas tinham que se deslocar até a capital para uma prestação de serviço da área de saúde. Estamos fortalecendo a saúde regionalmente”, afirmou.

Para a Santa Casa, o governo comprou ainda um microscópio cirúrgico de última geração: o Kinevo 900. O equipamento é o segundo que entrará em uso no Paraná e o nono no País. Só esse aparelho, produzido pela empresa alemã Zeiss, custa R$ 1,5 milhão. Este convênio foi feito em 2018. O microscópio possui monitores e câmera de alta definição em 4K, e é usado em procedimentos de alta complexidade em neurocirurgia.

O aparelho amplifica o campo operatório e usa fluorescências que permitem visualizar detalhes dos vasos cerebrais e dos limites de tumores, o que dá mais segurança para os profissionais na tomada de decisões durante o procedimento cirúrgico. O microscópio faz parte de um lote de equipamentos que estão em processo de compra e que demanda recursos que chegam a R$ 3.590.000,00.

Segundo Haddad, somente o microscópio foi adquirido até o momento porque os outros equipamentos ainda não são produzidos no Brasil. Os aparelhos em processo de compra vão auxiliar o atendimento especializado, como a neuronavegação, que ajuda a localizar lesões com mais precisão durante o ato cirúrgico. Este equipamento será o primeiro no País, de acordo com o superintendente.

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