Governo eleva para R$ 501 milhões preço mínimo do IRB
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domingo, 09 de abril de 2000
Por Mônica Ciarelli 
Rio, 10 (AE) - O governo elevou o preço mínimo para o leilão de privatização do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) de R$ 482,6 milhões para R$ 501,9 milhões. Essa é a segunda alteração em menos de cinco dias. O aumento foi decidido durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Desestatização (CND), realizada na sexta-feira passada, em função de duas dívidas do instituto com a Receita Federal.
As alterações começaram na semana passada, quando o CND baixou o valor inicial de venda de R$ 519,318 milhões. A redução foi determinada após um encontro de contas do instituito em que foram descoberto débitos tributários com a Receita Federal, ignorados na época em que o preço mínimo foi definido. O valor foi considerado muito baixo por técnicos do governo, que recalculou o impacto das dívidas no balanço do IRB. Com base na nova conta, o governo alterou novamente o preço mínimo, desta vez, para cima.
As contantes mudanças podem desestimular os interessados no leilão, marcado para o próximo dia 25, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, que já haviam ficado surpresos com a primeira mudança. Os investidores interessados no IRB não entendem porque ainda existem pendências não identificadas ao longo processo de análise da estatal.
Cinco grupos entregaram à Superintendência de Seguros Privados (Susep), antes mesmo das duas alterações, a documentação exigida para pré-qualificação ao leilão. Na lista estão dois nacionais, a Bradesco Seguros e o banco Opportunity. Os três estrangeiros são o grupo suíço Swiss Re, a alemã Munich Re e a norte-americana Transatlântic Re, do grupo AIG.
No leilão, serão oferecidas 450 mil ações ordinárias, o que correspondente a 45% do capital total e 90% do capital votante da companhia. A mudança alterou também o montante das ações que serão ofertadas aos funcionários. O valor passou de R$ 25,402 milhões para R$ 26,420 milhões. Serão oferecidas 50 mil ações ordinárias, equivalentes a 10% do capital votante e 5% do capital total.
O CND decidiu também que as sobras de ações que eventualmente ocorram após a oferta aos empregados estiver concluída serão destinadas aos clubes de investimentos, sociedades de participação e condomínios que vierem a ser constituídos pelos empregados para a compra de títulos.


