Governo e sindicatos se reúnem para negociar
Representantes dos sindicatos dos professores estaduais, da Polícia Civil e dos docentes e funcionários das universidades estaduais participarão nesta quarta (19) de uma reunião com integrantes do governo do Estado para negociar o fim da greve. Na tarde desta segunda (17), encontro na Casa Civil reuniu representantes dos sindicatos ligados às universidades estaduais; o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes; e o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni.
Para Gomes, o "resultado foi positivo". "Rossoni apresentou algumas questões sobre a situação financeira do Estado e pediu aos sindicatos para iniciar um diálogo técnico-profissional. Mostrou o compromisso para ampliar esse debate para juntos acharmos uma saída e interromper a paralisação que trará prejuízos a todos. Esperamos resolver essa questão até o final dessa semana", disse.
Já o vice-presidente do Sindiprol/Aduel (sindicato que representa os professores da UEL), Nilson Magagnin Filho, considerou que esta foi apenas a primeira reunião com o governo e ainda "não se estabeleceu nenhum processo de negociação". A principal solicitação da categoria é a retirada da emenda que congela os salários dos servidores.
Na UEL, os professores mantêm a paralisação até quarta (19) e realizam uma nova assembleia nesta quinta (20). Já os servidores técnico-administrativos fizeram uma passeata no campus na manhã de segunda (17). "A gente pede para que a população não se dirija ao Hospital Universitário. Lá serão atendidos apenas casos de urgência e emergência", informou o presidente da Assuel (sindicato que representa os servidores), Marcelo Seabra. No Hospital das Clínicas, os atendimentos ambulatoriais estão mantidos até sexta-feira (21). As consultas da próxima semana serão remarcadas. Uma nova assembleia foi agendada também para esta quinta (20).
Conforme representantes dos sindicados dos servidores, funcionários da UEM, Unioeste, UEPG, Unespar e Uenp também aderiram à paralisação. No campus da UEM em Cianorte, parte dos alunos ocupou as salas de aula em protesto contra o governo do Estado. (V.C.)





