Curitiba - Hoje pode ser um dia decisivo para a greve dos servidores técnico-administrativos das universidades federais, que deflagraram paralisação no dia 7 de junho. Às 10 horas, em uma audiência que será realizada em Brasília, sindicalistas discutirão a pauta de reivindicações com representantes dos ministérios da Educação e do Planejamento. Paralelamente, os grevistas realizarão pela manhã manifestações regionais.
O movimento deve realizar atos em frente ao Ministério do Planejamento e nas reitorias das universidades. ''Mas o ato nas reitorias será apenas uma das ações. O movimento vai tomar atitudes mais radicais, que não posso adiantar quais serão'', disse ontem Antônio Néris de Souza, integrante do comando de greve no Paraná.
Os servidores das universidades federais paranaenses aderiram ao movimento no dia 15 de junho. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest), até a tarde de ontem, havia adesão de cerca de 3 mil trabalhadores em todo o Estado e apenas nos campi da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Londrina e Cornélio Procópio não havia mobilização.
A pauta nacional de reivindicações dos servidores inclui carreira plena, piso de três salários mínimos, ajuste na tabela salarial, reposição do vencimento básico complementar e isonomia de salários e benefícios, como o vale-alimentação.

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