Brasília, 29 (AE) - Líderes partidários do governo e da oposição no Senado chegaram há pouco a um acordo para resolver o problema do Banco do Brasil gerado pela decisão do Senado de obrigar a Prefeitura de São Paulo a discutir na Justiça a validade dos mais de R$ 5 bilhões de títulos seus que estão em mãos do BB. Pelo acordo, o Senado aprovará uma nova resolução, na sessão desta manhã da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e votará amanhã, em regime de urgência no plenário, uma nova resolução restaurando o texto original do parecer do senador José Fogaça (PMDB-RS).
Por este parecer, somente será discutida na Justiça a validade dos títulos emitidos regularmente para pagamento de precatórios judiciais a partir de dezembro de 95. Com isso, ficarão excluídos da exigência os títulos emitidos pela Prefeitura de São Paulo. Esses papéis haviam sido abrangidos pela resolução por uma emenda do senador José Eduardo Dutra (PT-SE).
Rolagem - Embora a nova resolução - excluindo os títulos emitidos pela Prefeitura de São Paulo - traga um desgaste político para o Senado, os líderes entenderam que a medida era indispensável, diante da gravidade da situação do Banco do Brasil relatada em carta enviada hoje pelo presidente da instituição, Andrea Calabi. A oposição votará contra a nova resolução, mas concordou em aceitar sua votação em regime de urgência, tornando desnecessário o adiamento da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e também do início do recesso parlamentar.
Em compensação, os líderes governistas se comprometeram a garantir a aprovação da rolagem da dívida do Estado do Rio de Janeiro, com vencimento no segundo semestre deste ano. A rolagem tinha parecer contrário do Banco Central. Os senadores da base aliada do governo estão neste momento reunidos para concluir os detalhes da negociação.

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