As prioridades de mudança no cronograma das obras das rodovias paranaenses serão discutidas individualmente com cada uma das seis concessionárias que operam nas estradas do Estado. A informação é do secretário dos Transportes, Nelson Justus, que pretende convocar as concessionárias ainda essa semana para rediscutir o Programa de Exploração da Rodovia. O secretário observa que as mudanças serão sugeridas de acordo com a avaliação dos usuários. Ele preferiu não adiantar as alterações, mas garante que o objetivo ‘‘é melhorar as rodovias’’.
O secretário admite que muitos trechos da rodovias do Anel de Integração estão precários. ‘‘Mas é muito prematuro divulgarmos as nossas sugestões’’, disse. Nas últimas semanas, Justus tem participado de reuniões com os sindicatos e comissões interessados nas mudanças, como o dos caminhoneiros, para definir as prioridades das obras, mas faz suspense quanto ao teor da conversa.
Justus salienta que a secretaria vai avaliar a melhor forma de adequar as mudanças ao cronograma financeiro das concessionárias, para que nenhuma saia prejudicada. A Rodonorte será a primeira empresa a revisar os encargos previstos no Plano de Exploração, segundo a secretaria. Além da Rodonorte, as estradas paranaenses são administradas pela Econorte, Viapar, Caminhos do Paraná, Ecovia, Rodonorte e Rodovias das Cataratas.
O programa foi constituído pelo governo no ano passado, quando além da revisão dos encargos das concessionárias, houve aumento tarifário. O secretário garante que dessa vez não será praticado aumento.
A Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) contestou informação de matéria publicada ontem sob o título ‘‘Mudança de obras em rodovias pedagiadas serão debatidas’’. A associação contesta o trecho ‘‘essa preocupação, segundo a ABCR, é porque, desde que foi implantado o pedágio, apenas a concessionária Ecovia conseguiu obter lucro’’. No dia 5 de abril, quando foi instalada a Comissão Tripartite e o secretário deu as declarações que estão na matéria, o diretor-executivo da ABCR, João Chiminazzo Neto, disse, segundo a sua assessoria, que até aquele momento, tinha notícia que a Ecovia obteve lucros em 2000. ‘‘Quanto às outras concessionárias, eu ainda não disponho de informações para dar qualquer depoimento agora’’, consta na nota enviada à Folha.

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