O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) dobrou o número de equipes de fiscais nas áreas de Roraima que foram mais atingidas pelo incêndio para impedir que pequenos agricultores voltem a queimar seus roçados - o que já vem acontecendo.
O comando da operação de combate ao fogo informou ontem que novos focos de incêndio podem surgir em razão das novas queimadas. Sobrevôos do Exército e do governo identificaram pontos de fogo que podem ser o resultado de queimadas realizadas depois das chuvas.
O superintendente do Ibama de Roraima, Ademir Junes dos Santos, disse que, após a chuva, ‘‘muito agricultor, que não havia queimado, pode iniciar o fogo’’. Ele afirmou que tem informação de pessoas que sobrevoaram a região da existência de novos focos supostamente resultantes de queimadas recentes.
O superintendente do Ibama disse que, no último sábado - um dia antes do início da chuva -, determinou o reforço das equipes de fiscais como medida de segurança. ‘‘Já prevíamos a retomada dos focos’’, afirmou Santos. As quatro equipes que fiscalizavam as áreas mais críticas, por exemplo Apiaú e Caracaraí, passaram para nove, esta semana. Atualmente existem 36 fiscais do Ibama trabalhando com apoio do Exército e da Polícia Militar. O objetivo deles é flagrar agricultores que estejam desrespeitando a proibição de queimadas, imposta em fevereiro.
‘‘Essa estrutura ainda é muito pouca. Não é possível fazermos uma boa fiscalização apenas por terra, em uma área tão grande. Precisamos de helicópteros’’, disse Santos. Ele afirmou que enviou anteontem um ofício ao Exército solicitando um helicóptero para auxiliar a fiscalização, mas, até ontem, não havia obtido resposta.
‘‘Precisamos de um helicóptero em cada ponto de risco de novas queimadas. Com apenas uma aeronave, pode acontecer de o agricultor iniciar uma queimada depois da decolagem do helicóptero’’, afirmou o superintendente do Ibama.

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