Porto Alegre, 23 (AE) - O governo gaúcho continua com a disposição de negociar a dívida pública com o presidente Fernando Henrique Cardoso na sexta-feira (26), apesar do bloqueio de R$ 17,9 milhões de recursos que seriam repassados ao Estado. O Palácio Piratini, sede da administração, não quer, com isso, que a postura seja confundida com "submissão".
O vice-governador Miguel Rossetto disse hoje que "apostar num processo de negociação não pode ser entendido como submissão".
Oficialmente, o governador Olívio Dutra (PT) não confirma a participação no encontro com o presidente. Informalmente, contudo, a presença dele é dada como certa. Rossetto disse que o governo irá tomar uma decisão sobre o assunto quinta-feira (25). Com o bloqueio do repasse, Rossetto avaliou que "o governo federal estabeleceu o tema retaliação como uma das prioridades da pauta (da reunião)".
As declarações do vice-governador foram concedidas antes que ele soubesse das novas retaliações previstas pela União ao Estado. O secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães, disse hoje que o governo federal vai retirar receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul para completar o pagamento de dívidas vencidas.

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