O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), assinou na manhã desta terça-feira (3) no Palácio Iguaçu a contratação da fundação que vai organizar o concurso da Polícia Militar no Estado. A assinatura do contrato com a Funpar (Fundação da Universidade Federal do Paraná), que elaborará o concurso, representa mais um passo importante para a concretização do processo seletivo e foi amplamente divulgada em diversos veículos de comunicação especializados de todo do País. O Núcleo de Concursos da Fundação espera receber cerca de 150 mil inscrições, o que equivale a quatro vezes o número de inscritos em uma edição do vestibular da UFPR.

Imagem ilustrativa da imagem Governo do Paraná celebra convênio para concurso da PM

Na solenidade, o governo prometeu publicar o edital do processo seletivo, cuja previsão de contratação é para 2.400 policiais e bombeiros militares, em até dez dias no Diário Oficial do Estado. Também de acordo com o Executivo, as provas devem ser realizadas ainda no primeiro semestre deste ano em várias cidades do Paraná.

Para o diretor da Apra (Associação de Praças do Estado do Paraná), Jayr Ribeiro, a contratação de 2 mil policiais militares deve amenizar o deficit de PMs do Estado, porém, não resolverá por completo esta questão do efetivo.

"Por que que as praças não estão trabalhando mais tempo", questionou. "Hoje existe um grande problema que deve urgentemente ser resolvido pelo governador que é a carreira das praças da Polícia Militar. Isso tem um reflexo porque você quer entrar no estado, faz o juramento e cumpre com a obrigação, e as coisas acabam acontecendo de maneira um pouco diferente com o passar dos anos, mudanças de leis, enfim. Isso deve ser previsto pelo governo", lamentou.

Ribeiro lembrou que entre os anos de 1993 e 1996, no Paraná, houve uma grande inclusão de policiais no efeito e estes militares estão, em geral, chegando ao fim do ciclo. "A Reforma da Previdência também atingiu os militares, mas não é qualquer profissão, você sai da sua casa e não sabe se vai voltar, isso é fato", avaliou.

Ribeiro também lembrou que a entidade é favorável à exigência de curso superior para o ingresso na carreira militar, o que pode ser pensado de forma gradual para os próximos concursos. “Nós defendemos sim o curso superior. Precisamos ter um processo seletivo probo e também difícil. Quanto mais instruído e preparado, quanto mais elevado for o nível, pode sim ter um reflexo positivo para a população. Não que uma pessoa que tenha o ‘primário’ não seja esclarecida”, ponderou.

O governo do Paraná afirma que em julho do ano passado 1.455 promoções de carreira na categoria de praças policiais e bombeiros militares e 2.461 progressões para os militares que cumpriram os requisitos legais foram autorizadas. O último concurso para a Polícia Militar no Estado foi realizado em 2013. Na ocasião, mais de 120 mil pessoas realizaram a inscrição.

O contrato com a Funpar também foi assinado pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Romulo Marinho, pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, e pelo reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, que destacou a credibilidade da instituição para a realização do processo seletivo. “Do ponto de vista logístico, este concurso equivale a quatro vestibulares, mas o núcleo de concursos está preparado para responder à demanda e a universidade está satisfeita em poder contribuir com essa ação que tem uma repercussão tão importante para a comunidade paranaense”, disse.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Romulo Marinho, reafirmou que o governo pretende ainda realizar concursos para a Polícia Civil e para o Depen (Departamento Penitenciário do Paraná).

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