Governo do Pará só negocia com policiais após fim da greve
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quarta-feira, 29 de março de 2000
Por Carlos Mendes (especial para a AE) 
Belém, 30 (AE) - O secretário de Gestão e Planejamento do governo do Pará, Sérgio Leão, afirmou hoje que só haverá negociação com o comando da greve dos policiais civis e militares quando o movimento for suspenso. O chefe da Polícia Civil, João Moraes, decretou o corte de ponto de todos os grevistas que não se apresentarem ao serviço a partir desta sexta-feira (31).
No final da tarde, os grevistas organizaram uma manifestação em frente à secretaria comandada por Leão, mas encontraram o prédio vazio. O governo oferece incorporação parcelada entre 10% e 40% do abono de R$ 150,00, para os civis, e de R$ 180,00, para os militares, concedido em 1997, durante greve das duas categorias. O parcelamento seria feito em três anos.
Os grevistas afirmam que não pretendem suspender a paralisação, até porque, segundo o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil, Justiniano Alves Júnior, o movimento havia conseguido mobilizar 80% dos delegados, investigadores, agentes e escrivães.
Na PM, segundo o comando de greve, a adesão atinge apenas 5% da corporação. A prisão dos capitães Silva Júnior e Luiz Fernando Lima, líderes do movimento na corporação, teria enfraquecido a mobilização nos quartéis. Os dois estão presos num quartel de Belém.
No início da noite, líderes da paralisação anunciaram uma contra-proposta à oferecida pelo governo. Os policiais aceitam a incorporação do abono aos poucos, mas querem receber, a partir de abril, 100% de gratificação por tempo integral sobre o salário-base dos policiais de nível médio.


