Governo do MS fará plano para reduzir invasões
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quarta-feira, 24 de março de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Araçatuba, SP, 25 (AE) - O secretário da Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, Franklin Mashua, disse hoje, na Assembléia Legislativa, que o governo estadual não pretende usar a força, mas promover um fórum de debate com toda sociedade e elaborar um plano de ação para reduzir o número de invasões. Desde o início do ano, quanto tomou posse o governador do Zeca do PT, aconteceram 32 invasões de fazendas.
O grupo responsável pelo maior número de invasões é liderado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Mato Grosso do Sul. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra voltou-se para os assentamentos já efetivados e deixou de incentivar as "ocupações" . Outra corrente prefere ocupar terras sem a liderança de ninguém.
Mashua foi convocado pelos deputados para explicar porque até agora não foram cumpridos os 32 pedidos de reintegração de posse emitidos pela Justiça. Os proprietários de quatro dessas áreas já requereram intervenção federal no Estado alegando negligência do governo e clima de instabilidade que deve reduzir a atividade produtiva esse ano.
O deputado Paulo Corrêa (PTB), que apresentou o requerimento de convocação do secretário, disse a tensão gerada pelo descumprimento da lei justifica uma intervenção no Mato Grosso do Sul. Para Corrêa, os setores de produção rural estão aniquilados, desacreditados e retraídos pela agressão dos sem-terra contra a propriedade privada.
Estrutura - Mashua disse que um dos maiores problemas para se fazer o despejo das famílias é a falta de uma estrutura com policiais treinados e apoio logístico. O secretário garantiu que em 18 áreas invadidas ele conseguiu pessoalmente um acordo para a retirada pacífica. Nas demais há resistência. Mashua acredita no entanto, que a melhor alternativa será o governo assumir uma parceria com a União para fazer a reforma agrária.
Fórum - Foi marcado para dia 26 de abril um fórum de debate com participação dos grupos invasores, governo e produtores rurais. O deputado Corrêa defendeu a urgente municipalização da reforma agrária. Na sua opinião, essa será a melhor forma de eliminar os "aventureiros" desse benefício.


