Governo do Estado é acusado por carnificina em PE
Governo do Estado
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carnificina em PE
Das agências
Pelo menos cinco dos 22 detentos mortos anteontem à noite numa briga de grupos rivais na penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá (40 quilômetros de Recife), podem ter sido queimados vivos, segundo a Secretaria da Segurança Pública. Eles estavam trancados nas celas quando os agressores chegaram.
Até as 11 horas de ontem, haviam sido necropsiados os corpos de cinco detentos. Quatro deles foram mortos por instrumentos cortantes - provavelmente facas artesanais, feitas com telhas de metal - e um fora carbonizado. Teve preso degolado, carbonizado e outros que foram perfurados, disse o secretário da Segurança Pública, Carlos Correia.
O clima entre presos e policiais ainda era tenso na manhã de ontem. Para conter o massacre no começo da noite de anteontem, cerca de 150 homens do Batalhão de Choque da PM foram acionados e chegaram ao local uma hora depois. Armados de revólveres, pistolas e metalhadoras, invadiram o pavilhão da penitenciária e em questão de cinco minutos conseguiram dominar a situação.
Ontem, o presidente da Comissão Penitenciária de Pernambuco, Erivan Araújo, acusou o governo de Pernambuco pelas 22 mortes. O Estado poderia ter evitado o massacre, transferindo para outros locais os presos capazes de causar a confusão. A transferência poderia ter sido feita logo após a primeira briga, na quarta-feira à noite. O Ministério Público deve investigar o caso para averiguar as responsabilidades do Estado.





