Governo diz que não há ameaça de racionamento de energia no verão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de novembro de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 17 (AE) - O País vai trabalhar neste verão com reservas de 3 mil megawatts de energia elétrica, dobro da capacidade mínima necessária para essa estação do ano, quando há maior consumo no horário de ponta, entre às 18 e 20 horas. A afirmação é do secretário Nacional de Energia, Benedito Carraro, buscando tranquilizar os consumidores sobre a possibilidade de um racionamento de eletricidade. Carraro participou nesta manhã do Enershow99, congresso que acontece até amanhã no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo.
Carraro disse que os 3 mil megawatts significam 5% da energia elétrica gerada no País, o que é considerado pelos técnicos um índice aceitável de reserva. Ele admitiu, porém, que os reservatórios das principais hidrelétricas estão em situação de baixa devido a forte estiagem verificada este ano, mas afirmou que com o início da estação chuvosa, a partir de dezembro, a situação deve melhorar.
O presidente do Operador Nacional de Sistema (ONS), Mário Santos, disse que o governo já tomou as providências na área de energia elétrica para enfrentar o verão 99/2000. Segundo ele, foram realizadas obras no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul
Rio Grande do Norte e Ceará para prevenir possíveis problemas de desabastecimento. Também foram ampliadas as capacidades de geração, com um ganho adicional de 500 megawatts de energia elétrica no período do verão, acrescentou Mário Santos. Esse volume corresponde à capacidade de geração da Usina Termoelétrica de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, uma das empresas que terá acréscimo de 100 megawatts na sua geração no período.
Segundo Mário Santos, a usina nuclear de Angra-1 também terá uma ampliação na sua carga, passando de 400 megawatts para até 600 megawatts. Ele anunciou ainda que o setor energético passará a contar a partir de fevereiro de 2000 com Angra 2, uma usina nuclear com potencial de geração de 1,2 mil megawatts.
Paralelamente, Mário Santos informou que por uma questão de segurança foi concluído um acordo entre o Ministério de Minas e Energia e as companhias Cerj, Light e Escelsa, no qual essas empresas se comprometem a reduzir o fornecimento de energia para grandes clientes em até 170 megawatts e transferir esse volume ao sistema integrado de eletricidade em caso de emergência.


