O secretário de Planejamento da Presidência da República, Edward Amadeo, disse ontem, no Rio, que o censo demográfico do ano 2000 não será adiado por falta de recursos. ‘‘O censo é prioridade do presidente da República e não há possibilidade de ele não se realizar’’, disse Amadeo. A declaração foi feita durante a posse do novo presidente da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sérgio Besserman.
O temor quanto à realização do censo decorre de cortes orçamentários que haviam sido determinados pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso nos recursos programados pelo IBGE para gastar este ano na preparação do censo. O valor inicialmente previsto era de R$ 50,8 milhões, sendo R$ 39,8 milhões para custeio (pagamentos de rotina) e R$ 11 milhões para investimentos na preparação.
A Comissão de Orçamento havia decidido cortar a verba de investimento para R$ 3 milhões. Segundo Amadeo e Besserman, na madrugada do sábado uma nova proposta elevou o valor para R$ 8 milhões. Amadeo disse que o censo é fundamental para o País conhecer as mudanças ocorridas na sociedade brasileira durante os anos 90 e traçar seu planejamento para os próximos anos.
O censo faz a contagem geral da população do país e traça em detalhes o perfil social e econômico da população. É realizado, normalmente, de dez em dez anos, nos anos terminados em zero. O último sofreu atraso e foi feito em 91. O início da coleta de dados para o próximo censo está marcado para 1.o de agosto do ano 2000.
Ontem, o IBGE distribuiu nota informando que, em razão do corte que estava previsto, o cronograma geral havia sido remanejado, com adiamento de algumas etapas, mas mantendo a data para o início do trabalho de coleta. A nota informa ainda que as primeiras ações para viabilizar o censo do ano 2000 foram tomadas em 1997. Entre outros investimentos, a realização do censo exige a contratação e o treinamento de 200 mil pessoas.

mockup