Curitiba - A Procuradoria Geral do Estado (PGE), responsável pela representação jurídica do governador Beto Richa (PSDB), se manifestou sobre as investigações relacionadas à chamada "Batalha do Centro Cívico" por meio de nota. O órgão disse lamentar "o comportamento da comissão nomeada pelo Ministério Público (MP) para investigar os fatos", uma vez que ela não teria permitido ao Estado acessar os autos. O MP garante já ter fornecido 14 volumes de documentos a advogados de Beto e do ex-secretário de Segurança Fernando Francischini (SD).
"Em 29 de maio, a PGE apresentou requerimento no procedimento preparatório de inquérito civil visando ter acesso à investigação, o qual sequer chegou a ser analisado. A Procuradoria estranha o fato de o Ministério Público ter optado, primeiramente, em expor o caso à imprensa, sendo que, até o presente momento, não lhe foi possibilitado o acesso às conclusões. Tão logo a PGE tome conhecimento do teor da investigação, agirá em defesa dos interesses do Estado", diz o documento.
Também em nota, a PM informou que, institucionalmente, respeita as conclusões as quais chegou o MP, mas que o inquérito policial militar instaurado, em face dos mesmos fatos, ainda não foi concluído. "Após a conclusão por parte do encarregado, os fatos serão analisados com absoluta maturidade e responsabilidade institucional. Antes disso, já que cabe ao comandante-geral da PM a incumbência de solucionar o procedimento, seria precoce e irresponsável qualquer outra forma de manifestação pontual a respeito dos fatos em apuração".

DIVISOR DE ÁGUAS


Para o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, por sua vez, o trabalho dos promotores e procuradores "lava a alma do povo paranaense". "O MP cumpriu o seu papel. Agora vem a etapa mais importante, que são os desdobramentos. É um caso que não se acaba, mas que representa um divisor de águas na história democrática do Paraná. Vamos acompanhar e esperamos que todos os envolvidos sejam responsabilizados". A FOLHA procurou Francischini, por meio de sua assessoria de imprensa, mas o parlamentar não retornou até o fechamento desta edição. (MFR)

mockup