Curitiba - O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse ontem que o governo federal deverá reforçar o policiamento e a fiscalização das fronteiras brasileiras com o intuito de coibir o crescimento do crime organizado e o tráfico de drogas e armas. Bastos esteve ontem em Curitiba participando da inauguração do novo prédio da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida. Se despedindo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bastos acredita que o seu sucessor terá como principal desafio a organização das fronteiras brasileiras. ''Já estamos trabalhando muito. Temos reuniões constantes em Foz do Iguaçu para que as fronteiras sejam intensamente fiscalizadas e o tráfico reduza. Temos um centro de inteligência montado com as polícias do Paraguai, Argentina e Brasil. Isso não irá acabar. Terá que avançar mais. Esse ambiente de criminalidade pode ser minimizado'', apostou o ministro.
Bastos reforçou que apenas a repressão não será suficiente para diminuir a criminalidade. Ações paralelas do governo federal, como educação e criação de empregos e renda, são fundamentais - segundo ele - para desarticular as quadrilhas. O ministro, no entanto, descartou a presença mais ativa do Exército nas fronteiras brasileiras (pedido feito pelo governo do Paraná e pelo colegiado de secretários de segurança pública). ''O Exército não tem esta vocação de fiscalização de fronteiras'', ressaltou.
A participação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica no combate ao crime organizado seria através da produção de informações. ''Temos feito operações conjuntas na fronteira e isso será intensificado. A integração do Exército, da Marinha e da Aeronáutica com a Polícia Federal será cada vez mais realidade nacional. Vamos compartilhar informações''. Para Thomaz Bastos, segurança pública pode ser definida em três linhas de atuação: inteligência (uso intensivo do conhecimento), corregedoria (para ter coragem de cortar dos seus quadros os maus policiais) e integração.
A nova sede da Polícia Federal substituirá outras cinco que existiam em Curitiba. Foram investidos R$ 25 milhões num terreno com 32 mil metros quadrados, sendo que 18 mil metros quadrados de área construída.

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