Curitiba - O diretor do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Pedro Chequer, diz que é necessário realizar estudos que apontem como a discriminação está limitando o acesso à informação entre a população negra e pobre. Ele pretende aumentar as políticas de prevenção da doença através da capacitação de jovens negros no programa Saúde e Prevenção nas Escolas; criação de uma rede de pesquisas de temas de saúde da população negra e incentivo de pesquisas universitárias que façam a correlação de Aids, racismo e vulnerabilidade.
Chequer lembrou pesquisa feita em 2004 sobre conhecimento, atitude e prática relacionada ao HIV e outras DSTs com a população entre 15 e 54 anos e que mostrou que 8% dos negros não sabiam citar formas de transmissão do vírus da Aids. Em relação ao conhecimento das doenças, apenas 63,5% dos negros e pardos afirmaram saber do que se tratava, contra 73% dos brancos.
O Ministério da Saúde também divulgou balanço parcial da Aids no Brasil: em 1998 foram notificados 21 mil casos da doença contra 19,6 mil em 2003. Até junho deste ano foram 8,3 mil registros. O percentual de casos entre homens que fazem sexo com homens (30% em 1998) caiu para 25% em 2004. Já entre os heterossexuais, o índice subiu de 30% para 42%.
Entre as mulheres, o número é o maior desde o início da epidemia. Em 1998 havia 10,5 mil registros, em 2003 foram 12,6 mil. A proporção entre homens e mulheres, que era de 16 casos em homens para cada mulher, nos anos 80, atualmente é de dois para um.(L.P.)

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