BRASÍLIA - O governo brasileiro ainda não sabe como irá proceder no caso da brasileira Helena Valero, raptada em 1932 pelos índios ianomamis e levada para a Venezuela. Considerada um dos mais importantes elos entre a civilização branca e o grupo indígena, Helena foi localizada no mês passado pelo jornal O Estado de S. Paulo e hoje vive numa tapera de folhas de palmeira às margens do rio Orinoco, na Amazônia venezuelana. A Fundação Nacional do Índio (Funai) desconhece a história, apesar de Helena já ter sido citada em diversos livros de antropologia. O Ministério das Relações Exteriores até ontem não havia localizado qualquer dado histórico referente à brasileira raptada pelos índios.

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