Governo deixa de importar medicamento
São Paulo- O governo federal parou de importar a clofazimina, remédio que faz parte do coquetel tomado em larga escala por quem tem tuberculose multirresistente. Não há oferta do medicamento no mercado internacional, de acordo com a assessoria da Secretaria de Vigilância em Saúde, órgão vinculado ao Ministério da Saúde.
Segundo o órgão, só há dois produtores de clofazimina no mundo, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) compra toda a produção para outro fim: o combate à hanseníase, outra doença para o qual o remédio é utilizado.
Sem o medicamento, o tratamento dos multirresistentes fica comprometido, pois os remédios para a tuberculose não são comercializados e só estão disponíveis em locais específicos de distribuição da rede pública.
Centro de referência paulista, localizado na região central de São Paulo, o Instituto Clemente Ferreira atende cerca de 60 dos 160 tuberculosos multirresistentes do Estado e, desde junho, adota o racionamento de medicamentos para driblar o problema.
''É preferível isso a alguns pacientes ficarem sem remédio'', diz o médico Jorge Afiune, diretor-técnico do Clemente Ferreira.(Folhapress)





