Governo decreta estado de calamidade pública em Morretes e Antonina
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terça-feira, 15 de março de 2011
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Beto Richa decretou na manhã de ontem estado de calamidade pública para os municípios de Morretes e Antonina, ambas no Litoral. A medida foi adotada para que sejam agilizadas as liberações de recursos para atendimento emergencial nas duas cidades. Além do decreto, governo estadual, federal e prefeituras anunciaram, ontem, uma série de medidas para atender as necessidades das cidades afetadas pelas chuvas.
Ontem de manhã, o governo conseguiu duas importantes ajudas do governo federal. Em telefonema para o governador Beto Richa, a presidente Dilma Rousseff afirmou que determinará o envio de uma ponte metálica do Exército, que estava em Porto União, na divisa entre Paraná e Santa Catarina, para substituir temporariamente uma das pontes que foi derrubada pela enxurrada.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também se comprometeu a liberar um helicóptero do Exército para transportar um equipamento necessário para recompor o funcionamento da estação de tratamento de água de Paranaguá, que está paralisada em decorrência do excesso de chuvas na região. A aeronave militar, que está no interior paulista, tem capacidade de carga de até quatro toneladas e será necessária por que não há acesso por terra para instalar o equipamento na estação de tratamento da companhia municipal Águas de Paranaguá.
Também ontem, os prefeitos de Morretes, Amilton Paulo da Silva, e de Antonina, Carlos Augusto Machado, a senadora Gleisi Hoffmann, o secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Mounir Chaowiche, viajaram a Brasília para participarem de reuniões, ontem e hoje, com os ministérios da Integração Nacional e das Cidades. Nos encontros, estão sendo solicitados recursos para atender os desabrigados pelas enchentes e para recuperar a infraestrutura da região.
O capitão Eduardo Pinheiro, chefe de Operações da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, explica que, com o decreto de calamidade pública, o governo explicita que não tem condições de recuperar sozinho os estragos causados e assume que precisa de ajuda. Até agora, o município de Morretes já havia decretado estado de calamidade pública e Antonina, Paranaguá e Guaratuba declararam situação de emergência.
Segundo ele, com a decretação de calamidade, o governo também poderá contratar serviços e obras sem a necessidade de abertura de licitações. Caberá à Casa Civil articular a realização das obras. A Defesa Civil ainda não tem um levantamento sobre os prejuízos nem estimativas de investimentos necessários. Com o decreto assinado, o prazo para concluir o levantamento é de dez dias.(Maigue Gueths/Equipe da Folha)


