Assunção, 14 (AE-ANSA) - O governo de unidade nacional do Paraguai ficará no poder até 2003. Acordo neste sentido foi decidido na noite de ontem (13) pelo presidente Luis González Macchi e lideranças do Partido Colorado (PC), Liberal (PL), Encontro Nacional (PEN) e Revolucionário Febrerista (PRF). A apresentação oficial e internacional deste governo de coalizão, com seus planos sócio-econômicos, será feita em dez dias.
Representantes do governo dos EUA e de países latino-americanos serão convidados para o ato que "será um marco sério e histórico" do Paraguai, disse Julio Franco, presidente do PL. "Se as condições permitirem esse governo pode continuar no poder até 2008", acrescentou Franco.
O juiz que investiga o assassinato do vice-presidente Luis María Argaña determinou hoje em Assunção a detenção e processo contra o ex-presidente Raul Cubas e o ex-ministro da Defesa, José Segovia. O primeiro está vivendo no Brasil e o segundo no Uruguai como exilados políticos. Argaña foi assassinado a tiros no dia 23 de março. Cubas e Segovia são acusados de não cumprirem a ordem de prisão de ex-general Lino Oviedo, atualmente exilado na Argentina.
O vídeo da autópsia do corpo de Argaña mostra que ele morreu crivado de balas e que não tinha câncer. A informação foi dada pelo médico legista José Bellasai em coletiva à imprensa na sede do Congresso. A coletiva foi organizada pela Comissão de Investigação do Parlamento por iniciativa de Luis Alberto Mauro.
Ele disse que existe uma campanha de desinformação no exterior. Uma delas aponta o advogado do ex-general Oviedo, Pintos Kramer. O advogado de Oviedo tem insistido na tese de que Argaña morreu de câncer e não vítima de atentado. Pintos Kramer jura que o vice-presidente levou tiros quando já estava morto. O médico particular de Argaña, Ramiro García, disse que ele morreu minutos depois de levar os tiros de um revólver calibre 38.

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