Governo de SP pode perder R$ 3 bi em investimentos
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domingo, 22 de agosto de 1999
Por Mariana Caetano 
São Paulo, 23 (AE) - O Estado de São Paulo deve perder cerca de R$ 3 bilhões destinados a investimentos caso o Senado mantenha a decisão de não avaliar dois pedidos de empréstimo do Banco Mundial no valor de R$ 100 milhões. Ao todo, o governo paulista tem negociados oito projetos com o BID e BIRD para o programa de despoluição do Tietê, linha 4 do Metro, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entre outros.
O total de recursos negociados com o Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento equivale à metade do que o Estado destinou para investimentos em todas as áreas de atuação este ano. As obras e programas financiados pelo BID e BIRD que dependem do aval do Senado - necessário para qualquer operação de crédito internaciocnal - não serão executadas. "Não estou negociando nenhuma alternativa com o governo federal", disse o governador Mário Covas hoje. "Sem esse dinheiro previsto não vai sair nada e, se os senadores rejeitaram os R$ 100 milhões, provavelmente vão rejeitar os outros programas."
Com o argumento de que São Paulo extrapolou seu limite de endividamento, os senadores recusaram-se a discutir o aval para dois empréstimos de R$ 45 milhões e R$ 55 milhões, respectivamente para a ligação da Estação Roosevelt da CPTM ao teminal da Barra Funda e à criação de microbacias de irrigação para agricultura.
MARCHA DOS CEM MIL - Covas evitou reforçar a declaração do presidente Fernando Henrique Cardoso que considerou "golpista" a marcha dos Cem Mil, marcada para 5ª feira, em Brasília. "Não vou discordar do presidente", disse Covas. Para o governador, a marcha pode ter integrantes movidos exclusivamente por razões ideológicas e políticas, mas deve ser respeitada. "É um movimento que o presidente também repeita", afirmou. "Ele (FHC) apenas aponta o que tem de apontar, com base nas informações que recebe." Segundo Covas, a manifestação na capital do País "não está violentando ninguém". "O presidente também não vai cometer nenhuma violência."


