Governo de São Paulo venderá participação no leilão do Banespa
São Paulo, 22 (AE) - O governo de São Paulo venderá sua participação de 16% no capital do Banespa durante o leilão de privatização previsto para o mês de outubro. A informação é de Venilton Tadini, diretor de privatização do Banco Fator, responsável pela modelagem de venda do Banespa. A União venderá 51% das ações ordinárias (com direito a voto). Isso significa que irão a leilão 67% das ações ordinárias de 32% do capital total do Banespa. Erivelto Rodrigues, diretor da Consultoria Austin Asis, disse que o leilão deverá ser bastante concorrido e alcançará ágio próximo de 100%.
O edital de pré-qualificação do Banespa deve sair a qualquer momento. A expectativa é de que o Banco Central e a Receita federal resolvam até amanhã uma pendência fiscal do banco para que o edital seja divulgado ainda esta semana. Tadini disse que por ser o banco federalizado uma companhia aberta não pode esclarecer qual o teor da pendência, pois haveria oscilações nos preços do papel "sem necessidade".
Segundo ele, se a pendência não for resolvida até amanhã o edital será provavelmente adiado para divulgação na próxima semana. Pelo menos oito instituições financeiras já demonstraram interesse na compra do Banespa: ABN-Amro, Balco Bilbao Vizcaya, Citibank, Chase, Santander, Bradesco, Itaú e Unibanco. O edital vai estabelecer as condições financeiras mínimas dos interessados e os documentos a serem exigidos.
Tadini disse que com base no patrimônio liquido de R$ 4 5 bilhões do Banespa e o número de ações a serem vendidas, há uma tendência de se estabelecer como condição mínima da instituição financeira interessada um patrimônio de R$ 3 bilhões. Os interessados terão 390 dias para apresentar a documentação necessária após a divulgação do edital de pré-qualificação.





