São Paulo, 14 (AE) - O primeiro dia de inscrições de desempregados para as frentes de trabalho do Governo do Estado de São Paulo foi tranquilo, tanto nos 13 Postos de Atendimento ao Trabalhador (PAT), que receberam total de 1.370 pessoas, quando nas 2,2 mil escolas de primeiro e segundo graus dos 39 municípios da Grande São Paulo, também habilitadas para fazer o cadastramento dos interessados. São esperadas, até o fim de semana, no máximo 600 mil inscrições, cálculo do público-alvo do programa feito pela Fundação Seade, com base na sua pesquisa mensal de empregos.
A decisão do governador Mário Covas, de deixar inscrições abertas durante sete dias - de hoje a domingo - e de descentralizar o atendimento utilizando escolas, além dos postos de atendimento, mostrou-se eficaz. Os desempregados não tiveram, em sua maioria, despesas com transporte porque puderam procurar qualquer escola estadual próxima à sua casa. Assim, evitou-se o desconforto e a desnecessária humilhação dos candidatos, que há menos de um mês tiveram de se submeter a aglomerações e filas gigantescas para integrarem as frentes de trabalho anunciadas pela Prefeitura de São Paulo.
Desta vez, com tempo e variedade de locais de inscrições
apenas um posto, o de Diadema, recebeu número mais expressivo de interessados: 300 pessoas, ao longo de oito horas. O segundo posto mais procurado foi o da Avenida Prestes Maia, que recebeu 82 candidatos. A Secretaria do Emprego não registrou ocorrências importantes no período. Houve problemas em algumas escolas - dúvidas sobre a forma de cadastramento e o perfil exigido dos candidatos - mas nesses casos os desempregados receberam senhas para retorno em outros dias.
O programa de frentes de trabalho abrirá 50 mil vagas para limpeza e conservação das cidades durante seis meses, a partir de julho. Prevê pagamento de R$ 150 por mês, mais cesta-básica, seguro-acidente e curso de qualificação profissional. Só podem se inscrever desempregados há mais de um ano, moradores na Região Metropolitana há mais de dois anos e maiores de 16 anos. O governo estadual vai destinar R$ 120 milhões para as frentes, este ano. No segundo semestre, estudará formas de ampliar o programa para cidades do interior.

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