Governo de GO vai conceder 2,5 mil bolsas para universitários de baixa renda
Brasília, 28 (AE) - O governo de Goiás vai conceder, a partir deste mês, 2,5 mil bolsas de estudo de até R$ 250,00 mensais para universitários de baixa renda. Diferentemente de quem recebe o crédito educativo do governo federal, que precisa pagar o empréstimo depois de formado, os beneficiados pelo Programa Bolsa Universitária vão quitar sua dívida durante o curso, prestando serviços em órgãos estaduais. "O crédito educativo é insuficiente e queremos garantir aos alunos mais pobres o acesso ao ensino superior", disse hoje o governador Marconi Perillo (PSDB).
A seleção foi feita com base em critérios sócio-econômicos, incluindo visitas às residências dos 2,5 mil contemplados. Inscreveram-se no programa 11.393 estudantes. A meta é atingir 8 mil bolsas até o fim do ano, metade delas financiadas pela iniciativa privada. Amanhã (29), o governo estadual assina convênios com as instituições de ensino particulares onde estão matriculados os novos bolsistas. A Associação Goiana das Empresas de Engenharia (AGE) está contribuindo com 500 bolsas. Em agosto, haverá nova seleção de candidatos e a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás deverá financiar parte das mensalidades de 1,5 mil universitários. Outras empresas negociam a participação no programa, destinando um número menor de bolsas. É o caso da Arisco, que poderá contribuir com 80 delas.
O Programa Bolsa Universitária vai cobrir 80% do custo nos cursos em que a mensalidade for de até R$ 300,00. Acima disso, o benefício será de R$ 250,00. Os estudantes vão prestar serviços em 26 órgãos estaduais, escolhidos de acordo com a área de atuação dos alunos. Além das bolsas de estudo para os estudantes de instituições de ensino particular, o governo de Goiás decidiu conceder cerca de R$ 500 mil mensais à Universidade Federal de Goiás (UFGO) para o pagamento dos salários de professores dos câmpus nos municípios de Jataí e Catalão. "Sem isso, os cursos iam fechar as portas", justificou Perillo, lamentando a impossibilidade de realização de concursos para a contratação de professores na UFGO até o ano que vem.





