O governo brasileiro diverge da CNBB, na interpretação do documento ‘‘Para uma melhor distribuição de terra - o desafio da reforma agrária’’. ‘‘Não comento a nota da CNBB’’, disse o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Milton Seligman. ‘‘Mas o que li no documento não é o mesmo que saiu pelos jornais’’, acrescentou Seligman, referindo-se às informações divulgadas na véspera pela CNBB.
Para Seligman, a posição do Vaticano não é um recado para o governo brasileiro, apesar de o bispo de Jales (SP), d. Demétrio Valentini, acentuar na nota da CNBB, que o documento ‘‘contém evidentes endereçamentos a problemas típicos vividos pelo Brasil, País que esteve mais presente nas preocupações do Conselho Pontifício Justiça e Paz ao preparar o documento’’.
O presidente do Incra assegura que o presidente Fernando Henrique está fazendo ‘‘a maior reforma agrária de todo a história’’ e nos três anos de governo conseguiu assentar 180 mil famílias.

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