Brasília, 15 (AE) - O Brasil cumpriu, com folga, todas as metas previstas no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou hoje o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Segundo ele, a meta monetária para junho
representada pelo crédito doméstico líquido (diferença entre a base monetária e as reservas internacionais líquidas), era positiva em R$ 486 milhões e o realizado ficou negativo em R$ 7 98 bilhões.
Isso significa, conforme Lopes, que as reservas internacionais superaram o total de cédulas e moedas em circulação em R$ 7,98 bilhões, enquanto que o previsto era que a base monetária poderia superar as reservas internacionais em até R$ 486 milhões. Como as reservas se comportaram bem melhor do que o governo esperava, o Banco Central não foi obrigado a promover mais um arrocho monetário.
Com relação às metas para o setor externo, o acordo com o FMI previa que a dívida externa total do setor público não financeiro não poderia exceder a US$ 91,823 bilhões em junho. O governo conseguiu que a dívida externa total do setor público não financeiro ficasse em US$ 84,239 bilhões.
Com relação à dívida externa com garantia pública, Lopes disse que o governo já sabia, com antecedência, que não haveria qualquer problema para o cumprimento da meta, uma vez que essas operações não vêm sendo mais realizadas. A meta prevista era de US$ 1,58 bilhão para junho, sendo que o realizado ficou em US$ 480 milhões.
Quanto à dívida de curto prazo do setor público não financeiro, a meta prevista para junho com o FMI é que ela poderia alcançar US$ 5,804 bilhões. O realizado foi US$ 4,033 bilhões.
Com relação às intervenções do Banco Central no mercado de câmbio, o acordo com o FMI previa o uso de US$ 1,5 bilhão das reservas internacionais líquidas no mês de junho, acrescido de mais 25% do que não foi usado no mês anterior, o que poderia chegar a US$ 1,875 bilhão. Lopes explicou que o BC não interveio no mercado de câmbio, mas gastou US$ 1,483 bilhão com pagamento de bônus e Clube de Paris.

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