Governo cria seis coordenações para combater danos na baía
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terça-feira, 25 de janeiro de 2000
Por Roberta Jansen, Andréia Maia e Felipe Werneck 
Rio, 25 (AE) - O secretário estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, André Corrêa, anunciou hoje a criação de seis coordenações para trabalhar no combate aos danos provocados pelo vazamento de óleo da Petrobras na Baía de Guanabara, dia 18. Corrêa esteve reunido durante toda a manhã com representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de universidades, de Organizações Não-Governamentais (ONGs) e do poder legislativo.
A Coordenação de Ação Emergencial, chefiada pelo presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), Axel Grael, já está funcionando. Ela está combatendo os danos causados pelos 1,3 milhão de litros de óleo no mar e na terra. O representante do Ibama no Rio, Carlos Henrique Mendes, chefiará a Coordenação Social, encarregada de intermediar as negociações entre os pescadores da Baía de Guanabara e a Petrobras. "A produção da baía é de 1,3 mil toneladas por ano de pescado e caranguejo", disse Mendes, lembrando que a comunidade pesqueira tem entre mil e 1.500 pescadores. "Até sexta-feira terminaremos o cadastramento dos prejudicados e determinaremos por quanto tempo eles ficarão impedidos de trabalhar." A terceira coordenadoria é a da Sanção e será chefiada pela presidente do Ibama, Marília Marreco. "O objetivo é evitar sanções diferenciadas que podem acabar por beneficiar a Petrobras", explicou Corrêa. "Queremos uma sanção única e máxima." Outra coordenação, que já está funcionando, é destinada ao resgate e tratamento dos animais afetados pelo óleo. "Ontem recebemos 60 aves, entre biguás, garças, socós e martins pescadores", contou o presidente do Instituto Estadual de Floresta, André Ilha, chefe da coordenadoria. A Coordenação de Avaliação de Danos e Ajustamentos será chefiada pela subsecretária de Meio Ambiente, Isaura Fraga, e terá entre seus principais objetivos quantificar os danos ambientais. Para ajudar na tarefa de calcular o prejuízo em dinheiro chegará amanhã (26) dos Estados Unidos a técnica em danos ambientais Jaqueline Michell. Ela virá acompanhada do representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Carlos Melo, e do representante do Programa Baía de Guanabara, Antônio Paz. "Essas pessoas já trabalharam em ações semelhantes e nos ajudarão a desenvolver uma metodologia", explicou Corrêa. A Coordenação de Impacto no Turismo e no Comércio será chefiada por um representante dos municípios e quantificará o prejuízo desses setores. "Vamos aproveitar a oportunidade para fortalecer as ações ambientais, criando um comitê gestor da baía para acompanhar o desenrolar do pós-dano", afirmou.


